Conto #4

on sábado, 27 de outubro de 2012
Folhas verdes e uma carta reveladora
Folhas verdes espalhadas pela minha mesa. Não que eu não tivesse outras folhas, mas foram as primeiras que encontrei e eu precisava muito escrever aquela carta.
Passei os últimos meses tentando entender se minhas ações foram certas ou erradas, se soube te amar da maneira que você mereceu e se minhas críticas haviam, de certa maneira, sido construtivas para você, mas cheguei a conclusão de que, em meio a tantos compromissos e uma vida corrida, eu havia esquecido de te amar como deveria e passado a te criticar para substituir esse amor.
Foi aí que sonhei. Sonhei a noite inteira um sonho longo, onde eu te perdia de maneiras diferentes, onde sua presença me fazia falta, onde por alguns minutos eu chorava uma quantidade que eu pensava não ser possível. Quando acordei estava coberta por lágrimas e tais me fizeram sentir que o sentimento era verdadeiro e que eu precisava me desculpar antes que eu perdesse essa oportunidade.
Acordei, liguei a pequena luz de minha mesa de estudos e abri a gaveta. Haviam somente aquelas folhas sulfites verdes que eu utilizo de rascunho disponíveis, e foi nelas que comecei a escrever o que sinto por você.
Em um resumo das palavras eu diria que o texto girou em torno de algo como: "Peço perdão por te fazer sofrer por decisões mal pensadas e um amor pouco correspondido, mas que é, e eu juro, verdadeiro".
Sim, eu te amo, espero me ver no futuro com você, mas só posso lhe contar isso com palavras escritas, já que, apesar de parecer muito boa em eventos públicos como oradora, tenho receio de fazer declarações por meio de palavras, de deixar minhas lágrimas me consumirem em público.
Já fui considerada chorona e muito sensível, mas preciso deixar isto passar, e fazer estas emoções fluírem desta maneira foi o meio mais seguro que encontrei.
Saí as pressas, morávamos longe mas eu fui, de madrugada, até sua casa e vi. Vi todo aquele fogo se espalhando e todos dormindo lá dentro. Vi você indo embora.
Eu corri, corri com todas as minhas forças, abri o portão de sua casa com a chave que tinha, empurrei a porta podre em chamas e entrei em sua casa, sem saber se morreria ou não.
Você estava inconsciente e eu te arrastei pelas chamas. Me queimei nas pernas, nos braços, minha roupa ardia ao se derreter pelo meu corpo, mas eu precisava te salvar. Ninguém estava ajudando e eu estava te perdendo.
Te larguei na calçada e fui ajudar seus pais, o fogo estava consumindo tudo mas eles estavam a salvo. Conseguiram sair. Sua irmã estava presa e arrastei-a comigo para a rua.
Eu estava com dores por todo o corpo, não sabia de onde minhas forças haviam saído.
Rastejei até o portão e te vi de pé, salvo. Foi quando vi que havia cumprido minha tarefa. Eu havia o salvado.
Eu não sabia o que pensar, só imaginava na carta que havia lhe escrito e tirei-a do bolso. Quando a entreguei a ele tudo se apagou, mas eu soube que, se algo acontecesse comigo ele saberia que minhas intenções foram sempre as melhores e que ninguém no mundo poderia substituir sua presença ao meu lado. Eu o amava.

Historinha #3

As coisas pararam de fazer sentido quando percebi que estava querendo atribuir um objetivo para cada uma delas. No final das contas acabei me perdendo em meio as dúvidas como achei que jamais iria.
Neguei até o fim dos tempos que pudesse me tornar tão diferente, mas o tempo passa e não controlamos as decisões da vida.
Escrevo alguns desabafos pessoais e isso me ajuda a criar uma linha de raciocínio para mim mesma, como se uma conversa louca entre eu e eu mesma pudesse ser a solução dos problemas. Afinal, tenho muitos amigos mas sou solitária, gosto de ser assim, de me auto criticar, de mudar porque quero, de ser feliz sendo eu ou simplesmente achando que posso ser feliz porque sou feliz.
Talvez deste modo eu possa ser uma fonte interminável de sentimentos e, em algum momento da vida, não me sinta tão sozinha quando não possuir mais ninguém ao meu lado.

(?) #2

on domingo, 21 de outubro de 2012
Prosa sem virgula, linguagem corrida, pouco sentido, nada com nexo, rimas soltas, não preciso usar ponto, esse texto não tem fim

Historinhas #2

on sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Há uma sublime falta de conexão entre os meus pensamentos no momento. Quando evito os mais lógicos raciocínios acabo caindo em um emocional sem fim, o que acaba sendo pior do que gastar meu tempo imaginando algo matematicamente possível. 
Quando o conflito entre a sua mente racional e o seu emocional se torna forte não há o que fazer além de esperar. Esperar os dias determinarem o que seu corpo, como um todo, decidiu, afinal, não há como ignorar alguma parte do seu ser se é exatamente o contrário que você está tentando fazer.
Não digo que a vida é difícil, muito pelo contrário, mas acredito que estes dias sejam complicados, tanto pelo aumento do cansaço quanto pela instabilidade emocional que afeta o desenrolar de todas as outras obrigações diárias.
A distração vem sutil, paralisa nossos movimentos e se canaliza através de qualquer pensamento. 
Por um lado estas semanas de reflexão servem para pensarmos mais em nós mesmos, mas elas acabam revelando pontos de nossa vida que por meses, quem sabe anos, tentamos ignorar, e antecipa decisões que poderiam, as vezes com esforço, serem adiadas, revela sentimentos que escondemos em nosso interior.
Mas liberar as tensões desta maneira é sem dúvida a melhor forma, só não tenho certeza se é a mais fácil de todas.
Complicado é colocar em ordem tudo que foi posto para fora e retomar os passos anteriores no mesmo ritmo,  escondendo novamente as coisas que não relevamos, e dizer um suave adeus à sua luta interior.

# (?) 1

on domingo, 14 de outubro de 2012
A instabilidade do meu coração
Transforma qualquer amizade
Em paixão

# Indescritível 2

Escrever é algo relativo, prosas saem com rimas e poemas sem sentido algum. Escrever com a alma é mais fácil do que escrever com obrigação. Para que sentido se a única coisa que pregamos é isto? Você se importa em ler um texto sem nexo? E juntar perguntas com exclamações. Eu te amo! Eu disse a minha mãe. Meu pai a ama. Ou nunca a amou. Não sei ao certo, não fui eu quem vivi.
Outrora me disseram para quebrar a barreira linguística, mas me perdi em meio do sentido e escrevi palavras sem cor, frases sem sentido e letras perdidas, que com a intenção de serem opostas acabaram se unindo em algo compreensível.
Falhei, milhões de vezes, em milhões de coisas, talvez em milhões de anos, mas desistir não é bem o forte da humanidade, já que a teimosia guia pessoas com a mesma intensidade do que o amor, em algumas ocasiões.
Pra que ter sentido? Se o que realmente importa é a organização de um pensamento, e realmente confesso que minha mente não é algo organizado, e se o dissesse estaria mentindo descaradamente, o que me é proibido, já que aos 5 anos escrevi 300 vezes em um caderno "Nunca mais vou mentir".
Promessas guiam pessoas. Que ficam perdidas se se encontram em terreno desconhecido.
Promessas fazem de um ser sem rumo alguém com um objetivo.
Saia da sua vida comum, viva o inesperado, faça como qualquer um, arrume um namorado ou fique solteiro. Beije quem quiser, abra suas asas e corra em direção ao que sonha. Perca o sentido, o recupere, faça da sua vida nada mais do que uma longa linha tortuosa rumo ao infinito irregular.

#Poema 1

Queria ser uma caixa pequena
Para rodar de mão em mão
Viajar por entre os morros
Sem me importar com a direção

Queria ser apenas uma folha
Me adaptando as estações
Me soltando no momento necessário
E vivendo a vida longe de onde cresci

Queria ser um lápis
Escrever mil redações
Poemas sem sentido
De pessoas com diferentes intenções

Queria ser uma amante perdida nos lençóis
Vivendo o inesperado perigoso
Correndo riscos todos os dias
Para morrer feliz

Queria ser uma escritora
Uma poeta perdida
Uma artesã sem talento
Uma fotógrafa destemida

Queria ser apenas eu
E sonhar em ser o resto
Pra me lembrar todos os dias
De que não me importo com o sucesso
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