Poeminha #2

on quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Tentei fazer uma poesia
Acabei parando pra pensar
Não consegui ao menos terminar
O texto que outrora começara
E para mim isto não faz sentido
Já que nem rimas procuro usar
Mas sem querer acabei construindo
Outro poeminha pra você
Caro amigo

Opinião #1

on terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um ensaio sobre o sol
Não sei se todos, assim como eu, gostam tanto de um dia ensolarado, mas como moro em Curitiba prefiro agradecer todos os dias em que ele aparece. Não simplesmente por pensar "oh Sol, como você é bonito", mas por considerar que metade dos dias do ano (se não mais) são totalmente encobertos nessa cidade. É como se os governadores desse país tivessem criado uma lei: "Art. 1. A totalidade de dias de Sol em Curitiba não poderá ultrapassar os 50% da quantidade anual, sendo ideal que a parcialidade atinja 70%, para garantir o bem estar de todos os moradores".
Talvez eles acreditem que amamos dias nublados e que adoramos a nossa pele branca pra poderem nos apelidar de "leitinho", "cara de farinha", que no geral nos são dados por pessoas que são tão brancas quanto nós e insistem em fazer piada da pele alheia ignorando a sua própria cor.
 E, realmente, não tem praia alguma que me faça ficar mais de um mês com um tom de pele acima do meu, lembrando também que se você, pessoa branquela, passar mais de meia hora no Sol, já era, você vai voltar com cor de pimentão pra casa, sua pele vai descascar inteira e você vai continuar sendo branco como sempre foi.
Curitiba tem um grave problema de Sol. Se algum candidato a prefeito me apresentasse uma proposta como: "Iremos alterar a quantidade de Sol em Curitiba e fazer com que as temperaturas fiquem um pouco mais amenas", eu votaria no inquilino simplesmente pela ousadia.
Então, se você mora em São Paulo, no nordeste, nesses lugares que não chovem absolutamente nada, fiquem felizes, pelo menos vocês são moreninhos. Afinal, quem precisa de chuva se pode ter uma pele bronzeada.

18 de Setembro de 2012

Historinhas #1

on segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Meu pequeno grande amor pela escrita
Penso e logo digo que escrever poemas é mais difícil do que se pensa. Já pensei em escrever um poema falando sobre poemas, mas prosas ainda me soam mais familiares do que rimas, mesmo sabendo que elas não são, necessariamente, a essência de um poema (o que já me ocasionou alguns problemas). E apesar dessa minha infamiliaridade com tais ressalto que minhas primeiras tentativas escritas foram, com muito prazer, pequenos poeminhas sobre temas diversos, escolhidos a dedo e anotados em um caderno vermelho pequeno, que permaneceu escondido até poucos dias atrás, quando resolvi definitivamente libertar meu "eu escritora".
Digo também que escrever, pelo menos para mim, é uma forma de colocar no papel as informações que disponho, como uma maneira de não esquecê-las ou direcioná-las a algum determinado individuo. Sim. Sou melhor com palavras escritas do que com palavras faladas, mas gosto de uma boa conversa.
Sempre penso sobre a complexidade das atividades que decido abordar ou assuntos que preciso materializar por meio das letras, mas sempre acabo tragicamente misturando meus fortes sentimentos nas mesmas. Como disse um dia um professor que já ousou gostar de meus textos: "Suas emoções não deixam você trabalhar corretamente o assunto do texto". E por isso sinto ainda mais dificuldade em contar a vocês tudo sem uma pitada de minha vivência (se é que posso utilizar esse termo).
Enrolo todo esse tempo para enfim dizer, que mesmo que a inspiração não venha, ou o santo não ajude na hora da escrita, é preciso mais do que um simples relapso de criatividade. É preciso amor. E é por isso que escrevo e admiro do fundo do coração quem ousa escrever, mesmo na maneira mais simples do seu ser.

17 de Setembro de 2012

Poeminha #1

Resumo das atividades de um dia cansativo
Verdades escritas
Confusões enterradas
Na beira da alma
Palavras trocadas pela metade
Sentenças inacabadas
Soluções não terminadas
Resultam claramente
Na mágoa de vários Corações

17 de Setembro de 2012

Conto #3

on domingo, 16 de setembro de 2012


Anjos Existem
Ela estava correndo pelos corredores do mercado com uma felicidade do tamanho do mundo, pois somente crianças como ela são capazes de sentir algo tão forte e duradouro por um motivo simples. O fato de ter ganhado um lindo ursinho de pelúcia roxo, sua cor preferida, a havia feito feliz, e ela estava alegrando a todos ao seu redor.  Ela era um anjo, ou pelo menos parecia ser, irradiava palavras com efeitos inesperados mesmo com sua pouca idade, e seu amor pelas palavras fazia com que subitamente escrevesse algumas frases com significados extremamente grandiosos. E aquele urso a deixou feliz pois sabia que podia crescer mais um pouquinho.
Ela não conseguia dormir sem sua mãe e saber que poderia dormir com o ursinho e parecer um pouco mais madura a deixou feliz. “mãe, agora eu sou uma mocinha, já posso ganhar um caderno maior para desenhar e escrever, certo?” ela disse a sua mãe, que prometera a ela cadernos maiores quando ela crescesse.
Seus olhos brilhavam e ela inconscientemente abençoava as pessoas ao seu redor, com sentenças que aos seus olhos eram apenas mais palavras e rimas, mas que para os outros se traduzia no choque de realidades e a revelação de fatos outrora obscuros.
Aquela criança era especial e todos ao seu redor jamais se sentiriam sozinhos. Só me resta dizer que suas asas caíram ao nascer, mas ainda sim, com todas as dificuldades desse mundo ela ainda cumpre sua função. Anjos existem.

16 de Setembro de 2012

Conto #2



Um novo Mundo
Cores. Nunca existiram tantas cores misturadas como no dia em que os bulbos soaram. O dia. Aquele dia. Onde todos saíram as ruas em suas melhores vestimentas, correram pelas ruas de paralelepípedo logo cedo, as mesmas que poucas horas antes estavam desertas e cobertas por uma leve camada de orvalho.
A temperatura era agradável e as pessoas saiam de suas casas e olhavam de suas varandas com fascínio. O céu estava azul, mas não um simples azul uma vez que parecia refletir em uma aurora diária todas as cores que iam aparecendo em meio as cheias ruas do mundo.
Música, a mais bela música soava, desde o princípio do dia. Pessoas correndo, frutas, os mais fartos alimentos naturais, sucos de todos os tipos de plantas, ervas, chás, peixes dos mais variados tipos.
Guirlandas enfeitavam as portas, faixas estampavam as ruas, confetes caiam do céu em uma chuva colorida praticamente incessável. Todos estavam com um sorriso no rosto. A festa havia começado, a comemoração atingia a todos. Todos em um mundo.
Um mundo onde as pessoas sabiam cantar, dançar e aproveitavam a natureza com a mais devida cautela, temendo seu fim. Um mundo onde os problemas passavam despercebidos pelos rostos sorridentes de todas as pessoas. Onde crianças brincam na rua como uma alcateia de cães que corre em busca de sua caça, que na devida comparação seria um brinquedo ou objetivo.
Felicidade. Harmonia. Sintonia entre os elementos, pessoas, ventos e cantigas. Nada destoava da constante vibração da vida.
Este é um novo mundo, digno de uma memorável celebração em memória de seu fabuloso início.

14 de Setembro de 2012

Conto #1


Eu sabia, meu corpo respondia de uma maneira tão familiar a tudo isso. Desde o momento em que consegui gravar impressões sobre algo pela primeira vez eu soube que havia algo estranhamente familiar nestas sensações.
Eu cai, tudo estava tão quente, tão claro de uma maneira sombria. Não sei por que acendi todas aquelas velas. Eu estava com medo. Medo do escuro, de ficar sozinha, de ficar com alguém, medo de não conseguir aguentar a mim mesma e aos meus problemas. E eu sempre senti um certo conforto próxima ao fogo, pois ele era exatamente o oposto daquilo que sempre temi.
Aquele acidente quando criança, aquilo só afirmou ainda mais o meu medo. Foi no mesmo lugar, de uma maneira tão parecida. Mas naquela ocasião fui salva, como se para viver um pouco mais. Mais 20 anos para ser exata, 20 anos de sofrimento, de problemas. Aquela queda, toda aquela água ao meu redor. Eu sempre soube, sempre. Até mesmo nos banhos eu não conseguia permanecer por muito tempo, as praias nunca foram meus locais preferidos.
Eu sempre soube. Soube que morreria aqui, nessa piscina, novamente, afogada. É o meu destino, sempre foi e meu corpo possuía um certo afeto por ele.
Não está doendo, tudo é tão bonito aqui embaixo, tão azul, mal consigo ver o fogo que domina minha casa agora. Aquelas velas,  estava tudo tão bonito. Pensei que havia me salvado de todo aquele fogo ao correr para fora. Mas não percebi, não havia realizado que morreria de qualquer maneira, fosse no fogo ou na água. Minha hora havia chego e morrerei aqui, na mesma piscina de minha infância, no mesmo lugar onde havia sido salva.
As cores estão se misturando. Um arco-íris tão belo está se formando. Se isso for à morte digo que ela é tão bela quanto a vida, quero ir, ela é tão fascinante. Ah, se eu soubesse teria caído nessa piscina antes.

11 de Setembro de 2012
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