Opinião #2

on domingo, 18 de novembro de 2012
Revogando o destino
Se existe algo que precisa ser prezado em uma vida com um tempo limitado é a organização. Não a simples limpeza e ordem dos objetos da casa, quarto ou sala, banheiro ou cozinha, e sim e organização e a padronização de uma rotina constante, irrevogável, coisa que - e isso pode ser entendido como uma confissão - muitas pessoas não conseguem fazer.
Começar uma atividade e terminá-la, mesmo que esta não a agrade, antes de começar outra. Persistir na mesma opção que foi tomada para o dia, seja ela arrumar sua casa, tirar uma música no instrumento que você toca ou realizar um trabalho escolar ou profissional. Este é, sem dúvida, o maior problema das pessoas.
Sem mencionar os momentos em que jogam roupas no guarda roupa sem dobrá-las, entram com o calçado sujo em casa e o largam ao lado da cama, são dominados pela preguiça e não organizam aquela pequena coisa que haviam prometido a si mesmos e preferem assistir a seção da tarde ou a novela. E há quem diga que não vê novela. Que seja substituída por um  filme, série, musical, vídeo, clipe musical, dentre outros.
O pior de tudo é negarmos isso a nós mesmos, e adiarmos a nossa organização. Adiar a adiação daquilo que já foi adiado é ainda pior, e ainda mais comum.
Adiar um relacionamento. Adiar um encontro. Adiar a ordem de lavar a louça. Adiar a necessidade de lavar a louça. Adiar o banho. Adiar as compras. Adiar os pagamentos. Adiar as dívidas. Adiar os problemas. Fugir dos problemas.
Ora ora... fugimos de nosso próprio destino.

Conto #4

on sábado, 27 de outubro de 2012
Folhas verdes e uma carta reveladora
Folhas verdes espalhadas pela minha mesa. Não que eu não tivesse outras folhas, mas foram as primeiras que encontrei e eu precisava muito escrever aquela carta.
Passei os últimos meses tentando entender se minhas ações foram certas ou erradas, se soube te amar da maneira que você mereceu e se minhas críticas haviam, de certa maneira, sido construtivas para você, mas cheguei a conclusão de que, em meio a tantos compromissos e uma vida corrida, eu havia esquecido de te amar como deveria e passado a te criticar para substituir esse amor.
Foi aí que sonhei. Sonhei a noite inteira um sonho longo, onde eu te perdia de maneiras diferentes, onde sua presença me fazia falta, onde por alguns minutos eu chorava uma quantidade que eu pensava não ser possível. Quando acordei estava coberta por lágrimas e tais me fizeram sentir que o sentimento era verdadeiro e que eu precisava me desculpar antes que eu perdesse essa oportunidade.
Acordei, liguei a pequena luz de minha mesa de estudos e abri a gaveta. Haviam somente aquelas folhas sulfites verdes que eu utilizo de rascunho disponíveis, e foi nelas que comecei a escrever o que sinto por você.
Em um resumo das palavras eu diria que o texto girou em torno de algo como: "Peço perdão por te fazer sofrer por decisões mal pensadas e um amor pouco correspondido, mas que é, e eu juro, verdadeiro".
Sim, eu te amo, espero me ver no futuro com você, mas só posso lhe contar isso com palavras escritas, já que, apesar de parecer muito boa em eventos públicos como oradora, tenho receio de fazer declarações por meio de palavras, de deixar minhas lágrimas me consumirem em público.
Já fui considerada chorona e muito sensível, mas preciso deixar isto passar, e fazer estas emoções fluírem desta maneira foi o meio mais seguro que encontrei.
Saí as pressas, morávamos longe mas eu fui, de madrugada, até sua casa e vi. Vi todo aquele fogo se espalhando e todos dormindo lá dentro. Vi você indo embora.
Eu corri, corri com todas as minhas forças, abri o portão de sua casa com a chave que tinha, empurrei a porta podre em chamas e entrei em sua casa, sem saber se morreria ou não.
Você estava inconsciente e eu te arrastei pelas chamas. Me queimei nas pernas, nos braços, minha roupa ardia ao se derreter pelo meu corpo, mas eu precisava te salvar. Ninguém estava ajudando e eu estava te perdendo.
Te larguei na calçada e fui ajudar seus pais, o fogo estava consumindo tudo mas eles estavam a salvo. Conseguiram sair. Sua irmã estava presa e arrastei-a comigo para a rua.
Eu estava com dores por todo o corpo, não sabia de onde minhas forças haviam saído.
Rastejei até o portão e te vi de pé, salvo. Foi quando vi que havia cumprido minha tarefa. Eu havia o salvado.
Eu não sabia o que pensar, só imaginava na carta que havia lhe escrito e tirei-a do bolso. Quando a entreguei a ele tudo se apagou, mas eu soube que, se algo acontecesse comigo ele saberia que minhas intenções foram sempre as melhores e que ninguém no mundo poderia substituir sua presença ao meu lado. Eu o amava.

Historinha #3

As coisas pararam de fazer sentido quando percebi que estava querendo atribuir um objetivo para cada uma delas. No final das contas acabei me perdendo em meio as dúvidas como achei que jamais iria.
Neguei até o fim dos tempos que pudesse me tornar tão diferente, mas o tempo passa e não controlamos as decisões da vida.
Escrevo alguns desabafos pessoais e isso me ajuda a criar uma linha de raciocínio para mim mesma, como se uma conversa louca entre eu e eu mesma pudesse ser a solução dos problemas. Afinal, tenho muitos amigos mas sou solitária, gosto de ser assim, de me auto criticar, de mudar porque quero, de ser feliz sendo eu ou simplesmente achando que posso ser feliz porque sou feliz.
Talvez deste modo eu possa ser uma fonte interminável de sentimentos e, em algum momento da vida, não me sinta tão sozinha quando não possuir mais ninguém ao meu lado.

(?) #2

on domingo, 21 de outubro de 2012
Prosa sem virgula, linguagem corrida, pouco sentido, nada com nexo, rimas soltas, não preciso usar ponto, esse texto não tem fim

Historinhas #2

on sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Há uma sublime falta de conexão entre os meus pensamentos no momento. Quando evito os mais lógicos raciocínios acabo caindo em um emocional sem fim, o que acaba sendo pior do que gastar meu tempo imaginando algo matematicamente possível. 
Quando o conflito entre a sua mente racional e o seu emocional se torna forte não há o que fazer além de esperar. Esperar os dias determinarem o que seu corpo, como um todo, decidiu, afinal, não há como ignorar alguma parte do seu ser se é exatamente o contrário que você está tentando fazer.
Não digo que a vida é difícil, muito pelo contrário, mas acredito que estes dias sejam complicados, tanto pelo aumento do cansaço quanto pela instabilidade emocional que afeta o desenrolar de todas as outras obrigações diárias.
A distração vem sutil, paralisa nossos movimentos e se canaliza através de qualquer pensamento. 
Por um lado estas semanas de reflexão servem para pensarmos mais em nós mesmos, mas elas acabam revelando pontos de nossa vida que por meses, quem sabe anos, tentamos ignorar, e antecipa decisões que poderiam, as vezes com esforço, serem adiadas, revela sentimentos que escondemos em nosso interior.
Mas liberar as tensões desta maneira é sem dúvida a melhor forma, só não tenho certeza se é a mais fácil de todas.
Complicado é colocar em ordem tudo que foi posto para fora e retomar os passos anteriores no mesmo ritmo,  escondendo novamente as coisas que não relevamos, e dizer um suave adeus à sua luta interior.

# (?) 1

on domingo, 14 de outubro de 2012
A instabilidade do meu coração
Transforma qualquer amizade
Em paixão

# Indescritível 2

Escrever é algo relativo, prosas saem com rimas e poemas sem sentido algum. Escrever com a alma é mais fácil do que escrever com obrigação. Para que sentido se a única coisa que pregamos é isto? Você se importa em ler um texto sem nexo? E juntar perguntas com exclamações. Eu te amo! Eu disse a minha mãe. Meu pai a ama. Ou nunca a amou. Não sei ao certo, não fui eu quem vivi.
Outrora me disseram para quebrar a barreira linguística, mas me perdi em meio do sentido e escrevi palavras sem cor, frases sem sentido e letras perdidas, que com a intenção de serem opostas acabaram se unindo em algo compreensível.
Falhei, milhões de vezes, em milhões de coisas, talvez em milhões de anos, mas desistir não é bem o forte da humanidade, já que a teimosia guia pessoas com a mesma intensidade do que o amor, em algumas ocasiões.
Pra que ter sentido? Se o que realmente importa é a organização de um pensamento, e realmente confesso que minha mente não é algo organizado, e se o dissesse estaria mentindo descaradamente, o que me é proibido, já que aos 5 anos escrevi 300 vezes em um caderno "Nunca mais vou mentir".
Promessas guiam pessoas. Que ficam perdidas se se encontram em terreno desconhecido.
Promessas fazem de um ser sem rumo alguém com um objetivo.
Saia da sua vida comum, viva o inesperado, faça como qualquer um, arrume um namorado ou fique solteiro. Beije quem quiser, abra suas asas e corra em direção ao que sonha. Perca o sentido, o recupere, faça da sua vida nada mais do que uma longa linha tortuosa rumo ao infinito irregular.

#Poema 1

Queria ser uma caixa pequena
Para rodar de mão em mão
Viajar por entre os morros
Sem me importar com a direção

Queria ser apenas uma folha
Me adaptando as estações
Me soltando no momento necessário
E vivendo a vida longe de onde cresci

Queria ser um lápis
Escrever mil redações
Poemas sem sentido
De pessoas com diferentes intenções

Queria ser uma amante perdida nos lençóis
Vivendo o inesperado perigoso
Correndo riscos todos os dias
Para morrer feliz

Queria ser uma escritora
Uma poeta perdida
Uma artesã sem talento
Uma fotógrafa destemida

Queria ser apenas eu
E sonhar em ser o resto
Pra me lembrar todos os dias
De que não me importo com o sucesso

Poeminha #2

on quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Tentei fazer uma poesia
Acabei parando pra pensar
Não consegui ao menos terminar
O texto que outrora começara
E para mim isto não faz sentido
Já que nem rimas procuro usar
Mas sem querer acabei construindo
Outro poeminha pra você
Caro amigo

Opinião #1

on terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um ensaio sobre o sol
Não sei se todos, assim como eu, gostam tanto de um dia ensolarado, mas como moro em Curitiba prefiro agradecer todos os dias em que ele aparece. Não simplesmente por pensar "oh Sol, como você é bonito", mas por considerar que metade dos dias do ano (se não mais) são totalmente encobertos nessa cidade. É como se os governadores desse país tivessem criado uma lei: "Art. 1. A totalidade de dias de Sol em Curitiba não poderá ultrapassar os 50% da quantidade anual, sendo ideal que a parcialidade atinja 70%, para garantir o bem estar de todos os moradores".
Talvez eles acreditem que amamos dias nublados e que adoramos a nossa pele branca pra poderem nos apelidar de "leitinho", "cara de farinha", que no geral nos são dados por pessoas que são tão brancas quanto nós e insistem em fazer piada da pele alheia ignorando a sua própria cor.
 E, realmente, não tem praia alguma que me faça ficar mais de um mês com um tom de pele acima do meu, lembrando também que se você, pessoa branquela, passar mais de meia hora no Sol, já era, você vai voltar com cor de pimentão pra casa, sua pele vai descascar inteira e você vai continuar sendo branco como sempre foi.
Curitiba tem um grave problema de Sol. Se algum candidato a prefeito me apresentasse uma proposta como: "Iremos alterar a quantidade de Sol em Curitiba e fazer com que as temperaturas fiquem um pouco mais amenas", eu votaria no inquilino simplesmente pela ousadia.
Então, se você mora em São Paulo, no nordeste, nesses lugares que não chovem absolutamente nada, fiquem felizes, pelo menos vocês são moreninhos. Afinal, quem precisa de chuva se pode ter uma pele bronzeada.

18 de Setembro de 2012

Historinhas #1

on segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Meu pequeno grande amor pela escrita
Penso e logo digo que escrever poemas é mais difícil do que se pensa. Já pensei em escrever um poema falando sobre poemas, mas prosas ainda me soam mais familiares do que rimas, mesmo sabendo que elas não são, necessariamente, a essência de um poema (o que já me ocasionou alguns problemas). E apesar dessa minha infamiliaridade com tais ressalto que minhas primeiras tentativas escritas foram, com muito prazer, pequenos poeminhas sobre temas diversos, escolhidos a dedo e anotados em um caderno vermelho pequeno, que permaneceu escondido até poucos dias atrás, quando resolvi definitivamente libertar meu "eu escritora".
Digo também que escrever, pelo menos para mim, é uma forma de colocar no papel as informações que disponho, como uma maneira de não esquecê-las ou direcioná-las a algum determinado individuo. Sim. Sou melhor com palavras escritas do que com palavras faladas, mas gosto de uma boa conversa.
Sempre penso sobre a complexidade das atividades que decido abordar ou assuntos que preciso materializar por meio das letras, mas sempre acabo tragicamente misturando meus fortes sentimentos nas mesmas. Como disse um dia um professor que já ousou gostar de meus textos: "Suas emoções não deixam você trabalhar corretamente o assunto do texto". E por isso sinto ainda mais dificuldade em contar a vocês tudo sem uma pitada de minha vivência (se é que posso utilizar esse termo).
Enrolo todo esse tempo para enfim dizer, que mesmo que a inspiração não venha, ou o santo não ajude na hora da escrita, é preciso mais do que um simples relapso de criatividade. É preciso amor. E é por isso que escrevo e admiro do fundo do coração quem ousa escrever, mesmo na maneira mais simples do seu ser.

17 de Setembro de 2012

Poeminha #1

Resumo das atividades de um dia cansativo
Verdades escritas
Confusões enterradas
Na beira da alma
Palavras trocadas pela metade
Sentenças inacabadas
Soluções não terminadas
Resultam claramente
Na mágoa de vários Corações

17 de Setembro de 2012

Conto #3

on domingo, 16 de setembro de 2012


Anjos Existem
Ela estava correndo pelos corredores do mercado com uma felicidade do tamanho do mundo, pois somente crianças como ela são capazes de sentir algo tão forte e duradouro por um motivo simples. O fato de ter ganhado um lindo ursinho de pelúcia roxo, sua cor preferida, a havia feito feliz, e ela estava alegrando a todos ao seu redor.  Ela era um anjo, ou pelo menos parecia ser, irradiava palavras com efeitos inesperados mesmo com sua pouca idade, e seu amor pelas palavras fazia com que subitamente escrevesse algumas frases com significados extremamente grandiosos. E aquele urso a deixou feliz pois sabia que podia crescer mais um pouquinho.
Ela não conseguia dormir sem sua mãe e saber que poderia dormir com o ursinho e parecer um pouco mais madura a deixou feliz. “mãe, agora eu sou uma mocinha, já posso ganhar um caderno maior para desenhar e escrever, certo?” ela disse a sua mãe, que prometera a ela cadernos maiores quando ela crescesse.
Seus olhos brilhavam e ela inconscientemente abençoava as pessoas ao seu redor, com sentenças que aos seus olhos eram apenas mais palavras e rimas, mas que para os outros se traduzia no choque de realidades e a revelação de fatos outrora obscuros.
Aquela criança era especial e todos ao seu redor jamais se sentiriam sozinhos. Só me resta dizer que suas asas caíram ao nascer, mas ainda sim, com todas as dificuldades desse mundo ela ainda cumpre sua função. Anjos existem.

16 de Setembro de 2012

Conto #2



Um novo Mundo
Cores. Nunca existiram tantas cores misturadas como no dia em que os bulbos soaram. O dia. Aquele dia. Onde todos saíram as ruas em suas melhores vestimentas, correram pelas ruas de paralelepípedo logo cedo, as mesmas que poucas horas antes estavam desertas e cobertas por uma leve camada de orvalho.
A temperatura era agradável e as pessoas saiam de suas casas e olhavam de suas varandas com fascínio. O céu estava azul, mas não um simples azul uma vez que parecia refletir em uma aurora diária todas as cores que iam aparecendo em meio as cheias ruas do mundo.
Música, a mais bela música soava, desde o princípio do dia. Pessoas correndo, frutas, os mais fartos alimentos naturais, sucos de todos os tipos de plantas, ervas, chás, peixes dos mais variados tipos.
Guirlandas enfeitavam as portas, faixas estampavam as ruas, confetes caiam do céu em uma chuva colorida praticamente incessável. Todos estavam com um sorriso no rosto. A festa havia começado, a comemoração atingia a todos. Todos em um mundo.
Um mundo onde as pessoas sabiam cantar, dançar e aproveitavam a natureza com a mais devida cautela, temendo seu fim. Um mundo onde os problemas passavam despercebidos pelos rostos sorridentes de todas as pessoas. Onde crianças brincam na rua como uma alcateia de cães que corre em busca de sua caça, que na devida comparação seria um brinquedo ou objetivo.
Felicidade. Harmonia. Sintonia entre os elementos, pessoas, ventos e cantigas. Nada destoava da constante vibração da vida.
Este é um novo mundo, digno de uma memorável celebração em memória de seu fabuloso início.

14 de Setembro de 2012

Conto #1


Eu sabia, meu corpo respondia de uma maneira tão familiar a tudo isso. Desde o momento em que consegui gravar impressões sobre algo pela primeira vez eu soube que havia algo estranhamente familiar nestas sensações.
Eu cai, tudo estava tão quente, tão claro de uma maneira sombria. Não sei por que acendi todas aquelas velas. Eu estava com medo. Medo do escuro, de ficar sozinha, de ficar com alguém, medo de não conseguir aguentar a mim mesma e aos meus problemas. E eu sempre senti um certo conforto próxima ao fogo, pois ele era exatamente o oposto daquilo que sempre temi.
Aquele acidente quando criança, aquilo só afirmou ainda mais o meu medo. Foi no mesmo lugar, de uma maneira tão parecida. Mas naquela ocasião fui salva, como se para viver um pouco mais. Mais 20 anos para ser exata, 20 anos de sofrimento, de problemas. Aquela queda, toda aquela água ao meu redor. Eu sempre soube, sempre. Até mesmo nos banhos eu não conseguia permanecer por muito tempo, as praias nunca foram meus locais preferidos.
Eu sempre soube. Soube que morreria aqui, nessa piscina, novamente, afogada. É o meu destino, sempre foi e meu corpo possuía um certo afeto por ele.
Não está doendo, tudo é tão bonito aqui embaixo, tão azul, mal consigo ver o fogo que domina minha casa agora. Aquelas velas,  estava tudo tão bonito. Pensei que havia me salvado de todo aquele fogo ao correr para fora. Mas não percebi, não havia realizado que morreria de qualquer maneira, fosse no fogo ou na água. Minha hora havia chego e morrerei aqui, na mesma piscina de minha infância, no mesmo lugar onde havia sido salva.
As cores estão se misturando. Um arco-íris tão belo está se formando. Se isso for à morte digo que ela é tão bela quanto a vida, quero ir, ela é tão fascinante. Ah, se eu soubesse teria caído nessa piscina antes.

11 de Setembro de 2012
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