Revogando o destino
Se existe algo que precisa ser prezado em uma vida com um tempo limitado é a organização. Não a simples limpeza e ordem dos objetos da casa, quarto ou sala, banheiro ou cozinha, e sim e organização e a padronização de uma rotina constante, irrevogável, coisa que - e isso pode ser entendido como uma confissão - muitas pessoas não conseguem fazer.
Começar uma atividade e terminá-la, mesmo que esta não a agrade, antes de começar outra. Persistir na mesma opção que foi tomada para o dia, seja ela arrumar sua casa, tirar uma música no instrumento que você toca ou realizar um trabalho escolar ou profissional. Este é, sem dúvida, o maior problema das pessoas.
Sem mencionar os momentos em que jogam roupas no guarda roupa sem dobrá-las, entram com o calçado sujo em casa e o largam ao lado da cama, são dominados pela preguiça e não organizam aquela pequena coisa que haviam prometido a si mesmos e preferem assistir a seção da tarde ou a novela. E há quem diga que não vê novela. Que seja substituída por um filme, série, musical, vídeo, clipe musical, dentre outros.
O pior de tudo é negarmos isso a nós mesmos, e adiarmos a nossa organização. Adiar a adiação daquilo que já foi adiado é ainda pior, e ainda mais comum.
Adiar um relacionamento. Adiar um encontro. Adiar a ordem de lavar a louça. Adiar a necessidade de lavar a louça. Adiar o banho. Adiar as compras. Adiar os pagamentos. Adiar as dívidas. Adiar os problemas. Fugir dos problemas.
Ora ora... fugimos de nosso próprio destino.
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