Conto #2

on domingo, 16 de setembro de 2012


Um novo Mundo
Cores. Nunca existiram tantas cores misturadas como no dia em que os bulbos soaram. O dia. Aquele dia. Onde todos saíram as ruas em suas melhores vestimentas, correram pelas ruas de paralelepípedo logo cedo, as mesmas que poucas horas antes estavam desertas e cobertas por uma leve camada de orvalho.
A temperatura era agradável e as pessoas saiam de suas casas e olhavam de suas varandas com fascínio. O céu estava azul, mas não um simples azul uma vez que parecia refletir em uma aurora diária todas as cores que iam aparecendo em meio as cheias ruas do mundo.
Música, a mais bela música soava, desde o princípio do dia. Pessoas correndo, frutas, os mais fartos alimentos naturais, sucos de todos os tipos de plantas, ervas, chás, peixes dos mais variados tipos.
Guirlandas enfeitavam as portas, faixas estampavam as ruas, confetes caiam do céu em uma chuva colorida praticamente incessável. Todos estavam com um sorriso no rosto. A festa havia começado, a comemoração atingia a todos. Todos em um mundo.
Um mundo onde as pessoas sabiam cantar, dançar e aproveitavam a natureza com a mais devida cautela, temendo seu fim. Um mundo onde os problemas passavam despercebidos pelos rostos sorridentes de todas as pessoas. Onde crianças brincam na rua como uma alcateia de cães que corre em busca de sua caça, que na devida comparação seria um brinquedo ou objetivo.
Felicidade. Harmonia. Sintonia entre os elementos, pessoas, ventos e cantigas. Nada destoava da constante vibração da vida.
Este é um novo mundo, digno de uma memorável celebração em memória de seu fabuloso início.

14 de Setembro de 2012

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