Meu pequeno grande amor pela escrita
Penso e logo digo que escrever poemas é mais difícil do que se pensa. Já pensei em escrever um poema falando sobre poemas, mas prosas ainda me soam mais familiares do que rimas, mesmo sabendo que elas não são, necessariamente, a essência de um poema (o que já me ocasionou alguns problemas). E apesar dessa minha infamiliaridade com tais ressalto que minhas primeiras tentativas escritas foram, com muito prazer, pequenos poeminhas sobre temas diversos, escolhidos a dedo e anotados em um caderno vermelho pequeno, que permaneceu escondido até poucos dias atrás, quando resolvi definitivamente libertar meu "eu escritora".
Digo também que escrever, pelo menos para mim, é uma forma de colocar no papel as informações que disponho, como uma maneira de não esquecê-las ou direcioná-las a algum determinado individuo. Sim. Sou melhor com palavras escritas do que com palavras faladas, mas gosto de uma boa conversa.
Sempre penso sobre a complexidade das atividades que decido abordar ou assuntos que preciso materializar por meio das letras, mas sempre acabo tragicamente misturando meus fortes sentimentos nas mesmas. Como disse um dia um professor que já ousou gostar de meus textos: "Suas emoções não deixam você trabalhar corretamente o assunto do texto". E por isso sinto ainda mais dificuldade em contar a vocês tudo sem uma pitada de minha vivência (se é que posso utilizar esse termo).
Enrolo todo esse tempo para enfim dizer, que mesmo que a inspiração não venha, ou o santo não ajude na hora da escrita, é preciso mais do que um simples relapso de criatividade. É preciso amor. E é por isso que escrevo e admiro do fundo do coração quem ousa escrever, mesmo na maneira mais simples do seu ser.
17 de Setembro de 2012
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