Um ensaio sobre o sol
Não sei se todos, assim como eu, gostam tanto de um dia ensolarado, mas como moro em Curitiba prefiro agradecer todos os dias em que ele aparece. Não simplesmente por pensar "oh Sol, como você é bonito", mas por considerar que metade dos dias do ano (se não mais) são totalmente encobertos nessa cidade. É como se os governadores desse país tivessem criado uma lei: "Art. 1. A totalidade de dias de Sol em Curitiba não poderá ultrapassar os 50% da quantidade anual, sendo ideal que a parcialidade atinja 70%, para garantir o bem estar de todos os moradores".
Talvez eles acreditem que amamos dias nublados e que adoramos a nossa pele branca pra poderem nos apelidar de "leitinho", "cara de farinha", que no geral nos são dados por pessoas que são tão brancas quanto nós e insistem em fazer piada da pele alheia ignorando a sua própria cor.
E, realmente, não tem praia alguma que me faça ficar mais de um mês com um tom de pele acima do meu, lembrando também que se você, pessoa branquela, passar mais de meia hora no Sol, já era, você vai voltar com cor de pimentão pra casa, sua pele vai descascar inteira e você vai continuar sendo branco como sempre foi.
Curitiba tem um grave problema de Sol. Se algum candidato a prefeito me apresentasse uma proposta como: "Iremos alterar a quantidade de Sol em Curitiba e fazer com que as temperaturas fiquem um pouco mais amenas", eu votaria no inquilino simplesmente pela ousadia.
Então, se você mora em São Paulo, no nordeste, nesses lugares que não chovem absolutamente nada, fiquem felizes, pelo menos vocês são moreninhos. Afinal, quem precisa de chuva se pode ter uma pele bronzeada.
18 de Setembro de 2012
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